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Black Sabbath

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Black Sabbath

Ozzy Osbourne - vocal
Tony Iommi - guitara
Geezer Butler - baixo
Bill Ward - bateria

Outros integrantes:
Geoff Nichols - teclados
Cozy Powell- bateria ("HC", "Tyr", "Forbidden")
Tony Martin - vocal ("Idol", "HC", "Tyr", "Cross Purposes")
Neil Murray - baixo ("Tyr", "Forbidden")
Bobby Rondinelli - bateria("Cross Purposes")
Vinnie Appice - bateria ("Mob Rules", "Live", "Dehumanizer")
Ronnie James Dio - vocal ("HaH", "Mob Rules", "Live", "Dehumanizer")
Dave Spitz - baixo ("Seventh Star", "Idol")
Eric Singer - bateria ("Seventh Star", "Idol")
Glenn Hughes - vocal ("Seventh Star")
Laurence Cottle - baixo ("Seventh Star")
Ian Gillan - vocal ("Born Again")

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Biografia:

O final dos anos 60 decretava também o final do romantismo das bandas de rock com seus terninhos justos, cabelos longos, bem aparados, roupas coloridas de estilo indiano e coreografia mansa. Essa imagem dava lugar a uma nova, cheia de violência, palcos macabros, canções estranhas, roupas escuras e descuidadas, cabelos longos e desalinhados.
Foi nesse clima que os ingleses Geezer Butler (17/07/1949), Tony Iommi (19/02/1948), Bill Ward (5/05/1948) e Ozzy Osbourne (3/02/19480), todos nascidos em Birmingham resolveram criar o Polka Tulk Blues Band e depois o Earth, uma nova banda com um novo som. Na verdade, apesar de estudarem em Aston, os rapazes não eram amigos chegados desde o inicio. A coisa começou a mudar com um papo entre Ozzy e o Iommi, eles tinha suas próprias bandas - Rare Breed e The Rest, respectivamente - mas não estavam satisfeitos com o som produzido. Então resolveram misturar elementos das bandas. Ozzy trouxe Terry geezer Butler (baixista) e Iommi (guitarra) trouxeram Bill Ward (bateria). No primeiro houve uma integraçaum fantástica entre eles, e os ensaios prosseguiam, a banda se firmou e logo passaram a se apresentar em pubs de Birmingham, ainda com uma pitada de jazz e blues.

O Earth não durou muito, havia um grupo usando o nome. Em julho de 1969 a banda passou a se chamar Black Sabbath, incorporando definitivamente o rock pesado.
A origem do nome gerou varias polemicas, uns diziam que veio de um livro de ocultismo escrito por Denis Wheatley, outros afirmam que o nome veio do titulo de um filme de terror de Boris Karloff que influenciou a composição da canção Black Sabbath, ainda no tempo do Earth. Seja como for, os membros da banda sempre afirmam que o nome é oriundo de uma das letras de Ozzy que fala do Sabá - ritual satânico que reúne todas as bruxas e demônios do mundo na presença do diabo.

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A polêmica também estava em torno das letras das musicas - mensagens mágicas, opressão e horror, que levavam toda a potencia de amplificação da aparelhagem.
No pique que estavam mantendo, foram conquistando o público, e investiram suas energias e talentos na gravação do primeiro LP, que foi lançado em fevereiro de 1970 numa sexta feira 13 , com uma bruxa na capa. Não deu outra, o disco estourou na Inglaterra e dae para o mundo. As coisas mudaram bastante para a banda, em vários sentidos e para melhor, e de olho no sucesso da banda a gravadora Vertigo convidou-os para gravar o segundo disco: PARANOID, que foi gravado em setembro de 1970.
As canções Paranoid, Iron Man e War Pigs tornam-se hits, canções clássicas que marcam época. Apesar de dar a idéia de instabilidade metal, o titulo interage com as canções cujas letras falar dos efeitos da cocaína e da maconha, esse LP vende mais de 5 mil copias só no primeiro dia do lançamento, e tem mais, permaneceu durante 13 semanas nas paradas.

Milhares de fãs idolatrando-os; mas por outro lado a critica descia o pau, novas mudanças aconteceram, o empresário Jim Simpson foi trocado por Patrick Meeham, o que gerou uma série de encrencas e processos. Mas o importante dessa troca é que, as apresentações em pubs e pequenas excursões para Alemanha são abandonadas, surge a primeira grande turnê pela América do Norte.
Os shows foram um sucesso; mas havia um problema, os discos começaram a ser usados em rituais demoníacos, os fãs levavam a serio esse lado obscuro das letras da banda e não demorou muito para que os convidassem a participar de rituais macabros. A banda foi obrigada a fazer declarações à imprensa para explicar que não eram adoradores de satã e que tudo não passava de marketing. Geezer desabafa: Nossa música parece ser mais maligna que a de outras bandas. Essa coisa de magia negra está saindo do controle. Estamos meio interessados nisso e o pessoal nos dá crucifixos, mas é só! Quando fizemos a primeira turnê pelos Estados Unidos, havia o medo de que aquela coisa de magia negra atrapalhasse. Lá a capa do disco teve só a foto do grupo, nada de bruxas e cruzes invertidas!

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Em 1971, gravaram MASTER OF REALITY, a mensagem ainda era mesma: clima de horror, som pesadíssimo, mais havia uma certa preocupação com a elaboração instrumental, sentida nas faixas Orchild e Embryo. Além disso, as letras aparecem mais trabalhadas. Sweet Leaf, por exemplo, era um discurso sobre a maconha, Children of the Grave falava do futuro das crianças após uma guerra nuclear e After Forever abordava Deus como sendo o verdadeiro caminho para a paz e o amor. A longa excursão pelos Estados Unidos, gerou um estresse nos caras. Ozzy revelou na época: Precisamos de um descanso urgente. Nós nunca viajamos tanto quanto nessa turnê americana.

Após um breve descanso, sai em 1972 o disco VOL. 4. Na capa, Ozzy com os braços levantados e os dedos abertos em forma de V - a marca da banda, e é nesse disco que está o maior sucesso comercial do Black Sabbath - Changes.
Seguem-se novas turnês e a banda se estressa. O próximo trabalho só seria lançado em dezembro de 1973 e, aproveitando o tema do sucesso do último LP, eles promovem changes que culmina com Rick Wakerman, tecladista do Yes, sendo convidado para tocar no novo disco SABBATH BLOODY SABBATH, mas ele participa sob o pseudônimo de Spock Wall. Eles deram ao público um disco mais maduro e elaborado, elogios para as faixas Sabbra Cadabra, Spiral Architect, Killing Yourself to Live e a faixa que leva o título do disco. Novas mudanças ocorreram, Patrick Meeham é despedido e eles mesmos passam a ser seus empresários- o que foi um erro. Ozzy descobre isso tarde demais e comenta: Não ter empresário é muito cansativo. Isso nos separou daquilo que éramos. Ficamos longe dos palcos. Eu não queria saber de nada disso, queria me livrar o mais rápido possível dessa responsabilidade!.

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Em julho de 1975, lançam SABOTAGE com as músicas Hole in the Sky, Symptom of the Universe, Megalomania e a fúnebre instrumental Supertzar. Nesse mesmo ano promovem uma outra mudança nos teclados e no repertório com Donald (Don) Airey.
Em 1976, sai o disco TECHNICAL ECSTASY, muito aquém das expectativas - nada de técnica nem de êxtase; Ozzy comenta: Technical Ecstasy é um bom disco, foi gostoso de fazer. Bem, Tony gostou. Foi ele quem fez!. Então Ozzy avisa que vai parar, pois está cansado, alega discordância com a banda, alem de problemas familiares e de saúde, mas Iommi e Geezer o convencem a ficar. Eles lançam o duplo WE SOLD OUR SOULS TO ROCK N ROLL - somente sucessos de 1970 a 1975, mas as coisas continuam feias entrem eles, e para manter as aparências, lançam em 1977 outro disco: GREATEST HITS (1970-1973).
O grupo estava devagar, quase parando. Geezer desabafa: Não somos banda de estúdio. Não é dessa forma que nos expressamos melhor. Agora que estamos mais velhos e todos bêbados, então demos uma parada. É isso que acontece quando você percebe que está com um pé na cova!.
Ozzy não queria ir para a cova, era cedo demais para morrer. Então, em 1978, anuncia que está fora da banda. Sendo assim, para seu lugar é chamado David Walker também natural de Birmigham, mas Ozzy não está seguro, se arrepende e volta. Então, os quatros ainda na formação original gravam NEVER SAY DIE. Ozzy não gosta do LP, pois tinha muito jazz e não era o som original da banda. Butler também ameaça sair, mas Iommi o convence a ficar.
Mas Ozzy está mesmo decidido e sai, desta vez definitivamente para formar sua própria banda. A química já não funcionava. Para que insistir numa fórmula já velha? A melhor coisa é tentar misturar outros componentes!. E emenda: Tony fazia solos longos que pareciam jazz!!! Jazz num show do Sabbath ? Ridículo! Eu ficava olhando do lado do palco e rangendo os dentes!

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O fato é que Ronald James Padovana é convidado para ocupar o lugar de Ozzy. Ele era vocal do Elf uma banda de Nova York. Ele teve a sorte de conhecer Roger Glover e Ian Paice (Deep Purple) numa turnê pelos EUA em 1972. Caiu nas graças deles e logo o Elf estava abrindo todas as turnês do Purple. A performance de Ronald Padovana agora Ronnie James Dio- deixou Ritchie Blackmore interessado. Quando Ritchie abandonou o Purple para formar o Rainbow, chamou Dio para ser o vocalista.
Em janeiro de 1979, Dio já estava fora do Rainbow e dentro do Sabbath, em abril de 1980, lançam HEAVEN AND HELL, o vocal de Dio não desapontava e as coisas começavam a melhorar, mas após uma breve turnê, Bill Ward sai fora, alegando motivos pessoais. Vinnie Appice é chamado para o seu lugar. Essa formação grava em 1981 MOB RULES. O disco não faz tanto sucesso e o Sabbath já começa a pensar num velho plano de lançar um disco
ao vivo- tão cobrado pelos fãs.

O álbum sai em janeiro de 1983, LIVE EVIL com Geoff Nicholls ocupando os teclados e fazendo um novo arranjo para alguns dos maiores sucessos da banda. Ozzy ficou puto e fez várias declarações à imprensa afirmando que a banda usou músicas suas mas não colocou seus vocais no disco ao vivo. Tony respondeu que as fitas dos shows com Ozzy não estavam muito boas e, além disso ele esquecia e enrolava as letras das musicas, por isso sua voz ficou fora do álbum.
Já Dio queria que sua voz tivesse mais destaque no disco, Iommi achava que não, Dio acabou resolvendo esse problema alterando as escondidas o volume da voz em relação aos instrumentos. Tony Iommi revela: Quando soubemos que o Ronnie foi ao estúdio e mudou algumas coisas na mixagem do Live Evil, foi à conta. Quebramos o pau e nos separamos. E o pior que o disco foi um lixo!

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Essa briga culminou com a saída do Ronnie James Dio, e logo depois foi à vez de Vinnie Appice. No meio dessa confusão, Bill Ward é convidado para voltar, e aceita. Falta o vocal. Iommi convida Ian Gillan (Deep Purple), e em julho de 1983, lá está ele ensaiando com o Sabbath e em agosto gravam BORN AGAIN.
As canções Zero, The Hero, Thrashed e Disturbing the Priest, até que mostra uma certa força, mais nada além disso. Gillan não gostou de ter que gravar o disco num castelo medieval. Vivia reclamando que Tony e Geezer só acordavam depois das quatro da tarde e só conseguiam gravar às 23:00, mesmo com as discordâncias a banda começa a se preparar para a turnê pela Europa e EUA. Entao acontece nova mudança, sai Bill Ward novamente e entra Bev Bevan. Em 1984 é anunciada a volta do Deep Purple com sua clássica formação. Isso significava, com Ian Gillan nos vocais.

Gillan sai e muitos pensaram que Ozzy ia voltar, e realmente houve uma volta em 1985 para o LIVE AID. O Sabbath apresentou-se com sua formação original, mais somente para o show. Quando tudo voltou ao que era antes, uma nova mudança haveria de ocorrer. Será que Tony Iommi iria seguir carreira solo?... a gravadora não concordou com a dissolução e nem com a carreira solo. E em 1986, para gravar o álbum SEVENTH STAR, a formação teve Dave Spitz (baixo), Eric Singer (batera), Geoff Nichols (teclados) e Gleen Hughes (vocais). A capa trazia o título: Black Sabbath Featuring Tony Iommi. Na verdade era um disco solo do guitarrista e que nem mostrava fotos dos demais integrantes. Os solos são bons- mas as baladas e os riffs melódicos não lembram em nada o Sabbath. No começo da turnê para divulgação do disco, Hughes é dispensando devido a problemas com drogas.
Para continuar a turnê, foi chamado Ray Gillen, ele agrada e em 1987 viaja à Inglaterra para gravar o álbum ETERNAL IDOL, mas isso não acontece devido a alguns atritos com os membros da banda e Gillen sai fora para unir-se ao baixista Tony Franklin, ao batera Cozy Powell e ao guitarrista John Sykes na banda The Firm. Depois ele formou a Badlands e mais tarde a Red Sun, sua carreira foi interrompida em 3 de dezembro de 1993, pela Aids.
THE ETERNAL IDOL foi lançado em abril de 1987 e a formação do Sabbath foi alterada, no lugar de Ray Gillen entrou Tony Martin (Anthony Harford, vocal do Allience), Dave Spitz (baixo), Geoff Nicholls (teclados), Eric Singer (bateria) e Tony Iommi.
Em 1989 sai HEADLESS CROSS com Tony Martin, Tony Iommi, Laurence Cottle(baixo), Geoff Nicholls e Cozy Powell(batera do Rainbow).

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O disco TYR é lançado em 1990 e não teve relevante importância nos trabalhos da banda. A formação foi mais uma vez mudada: Tony Martin, Tony Iommi, Neil Murray (baixo), Geoff Nicholls e Cozy Powell. O disco tem o mais forte registro desde Born Again. A personalidade sonora parece dominada por Iommi e pelo batera Cozy Powell que escreveu e produziu o disco.
Para não fugir a regra da sina do Sabbath, o 220 album da banda DEHUMANIZER teve novas mudanças. Cozy Powell sofreu um acidente com seu cavalo, fraturou a pélvis e teve de ficar de fora. Vinny Appice foi chamado para seu lugar, Tony Martin pula fora e, Ronnie James Dio retorna aos vocais. Geezer Butler volta no baixo e completam a banda, Tony Iommi e Geoff Nicholls.A gravação foi nos estúdios Rockfield (Ingleterra) e o disco foi lançado em junho de 1992.

Novas mudanças aguardavam o Sabbath. CROSS PURPOSES é lançado em 1994 com a volta de Tony Martin aos vocais e mais Tony Iommi, Geezer Butler, Geoff Nicholls e Bobby Rondinelli (bateria). O álbum FORBIDDEN é lançado em 1995 com: Tony Martin, Iommi, Neil Murray, Nicholls e Cozy Powell.
O último LP foi intitulado REUNION. A formação do grupo é uma verdadeira reunião: Ozzy, Iommi, Butler, Ward e Nicholls. Eles fizeram duas apresentações na NEC Arena em Birmingham, nos dias 4 e 5 de dezembro de 1997. Esse disco duplo traz gravações feitas na apresentação do dia 5. Ozzy comenta: Estou tendo dificuldades de manter o ritmo de Ton. Todo dia ele vem com dois ou mais riffs de canções e fica lá me olhando esperando que eu ponha a letra nelas. Isso é incrível!. Este é o único disco ao vivo com Ozzy nos vocais. Além do mais, provou o que era óbvio: a formação original é o espírito, alma e corpo do Black Sabbath.

Em 5 de abril de 1998, o batera Cozy Powell morre num desastre de automóvel na Inglaterra. Em maio, quando se preparavam para uma turnê, o batera Bill Ward teve um enfarte durante o ensaio, Vinnie Appice o substituiu e a turnê continuou até o fim do ano e estendeu-se para 99 e desta vez com Bill Ward, já recuperado.

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Discografia:

Black Sabbath - 1970
Paranoid - 1970
Master of Reality - 1971
Vol. 4 - 1972
Sabbath Bloody Sabbath - 1973
Sabotage - 1972
We Sold our Sold for Rock n' Roll( hits 1970/75) - 1976
Technical Ecstasy - 1976
Greatest Hits - 1977
Never Say Die - 1978
Heaven and Hell - 1980
Mob Rules - 1981
Live Evil - 1982
Born Again - 1983
Seventh Star - 1986
The Eternal Idol - 1987
Headless Cross - 1989
Tyr - 1990
Dehumanizer - 1992
Cross Purposes - 1994
Forbidden - 1995
Reunion ( live 97) - 1998

http://www.black-sabbath.com/

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