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Melvins

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Melvins
Formação: 1985; Aberdeen, Washington

Buzz Osborne: vocal, guitarra
Dale Crover: bateria
Kevin Rutamanis: baixo

Outros integrantes:
Mark Deustrom, Lori "Lorax" Black, Joe Preston, Tom Flyn, Matt Lukin: todos baixistas

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Biografia:

O Melvins é uma das bandas que ficou conhecida mais pela sua "importância histórica" do que propriamente pela sua música. Formado em 1985 em Aberdeen, mesma cidade de onde saiu o Nirvana, o Melvins é sempre mencionado como a grande influência do Nirvana, já que Buzz Osbourne e Dale Crover eram amigos de Kurt Cobain e Krist Novoselic. De fato, Dale Crover chegou a participou das gravações do álbum Bleach.

As conexões não param no Nirvana. Matt Lukin, o primeiro baixista primeiro baixista do Melvins, deixou a banda para formar o Mudhoney. O Melvins ainda é citado como influência por praticamente todas as bandas a surgirem da cena de Seattle, do Green River ao Mudhoney, do Nirvana ao Soundgarden.

Mas a verdade é que o Melvins seguiu seu próprio caminho e atravessou os anos 90, construindo uma reputação de grande dignidade na indústria da música e no underground americano.
De Aberdeen para o underground do rock americano
Desde o início o Melvins tocava um híbrido de punk rock e heavy metal, bastante pesado e lento com óbvia influência de Black Sabbath. A banda também chamava a atenção pelos seus shows imprevisíveis. Não era raro a banda tocar músicas folclóricas e tradicionais e logo em seguida emendar jam's de mais de 10 minutos de pura barulheira, simplesmente para chatear o público.
Logo em 1986 gravam o seu primeiro álbum, pela gravadora independente C/Z Records. Nessa época a formação da banda era Buzz Osborne na guitarra e vocal, Matt Lukin no baixo e Dale Crover na bateria. O disco, simplesmente chamado Ten Songs (hoje fora de catálogo), foi gravado ao vivo em dois canais, com produção extremamente precária e a custo baixíssimo.

No ano seguinte, já pela gravadora Boner, foi lançado o que hoje é encarado como o álbum de estréia da banda, Gluey Porch Treatments, com a mesma formação. O disco teve uma produção um pouco mais cuidada e teve boa receptividade na costa oeste americana, com o Melvins embarcando numa extensiva turnê naquela região dos EUA.

Em 1989, Matt Lukin deixa a banda para formar o Mudhoney enquanto o Melvins se restabelece em San Francisco, na California para gravar seu próximo disco. Ozma, lançado naquele ano, foi um dos melhores discos da cena underground lançados naquele ano, exatamente na época em que a cena de Seattle começava a chamar a atenção na Europa. O som seguia a tendência do disco anterior, com muito peso. Para o lugar de Matt Lukin, a banda contou com a baixista Lori "Lorax" Black" (filha da atriz Shirley Temple).

Bullhead, lançado em 1991 não trazia grandes evoluções no som da banda e foi encarado como uma decepção pela crítica. No mesmo ano sai o EP Eggnogg, que iguala a qualidade dos primeiros discos da banda, mas recebe pouca atenção da crítica. No fim de 1991, o Nirvana atinge o estrelado com o disco Nevermind, que abriria as portas para várias outras bandas de Seattle. Mas enquanto todos os discípulos do Melvins atingiam o sucesso com um som bem pesado e ao mesmo tempo melódicos, o Melvins parecia falhar na medida que suas músicas eram confusas, com melodias indefinidas e letras abstratas e absurdas.

Em 1992, Lori sai da banda e começa um verdadeiro troca-troca de baixistas. Primeiro foi Tom Flyn, que logo deixou a banda para a entrada de Joe Preston. Naquele ano, Melvins inova com o álbum Lysol, um álbum conceitual de apenas uma faixa ao longo de seus 31 minutos. Foi o último disco da banda pela Boner Records, que ainda em 1992 lançou os EP's Dale Crover, King Buzzo e Joe Preston. Esses três EP's solo foram inspirados (até nas capas) nos álbuns solo dos integrantes do KISS.

O grande lance Por influência do amigo Kurt Cobain, o Melvins assina contrato com uma grande gravadora, a Atlantic. Kurt participou tocando guitarra e percussão e co-produziu juntamente com o próprio Melvins o álbum Houdini, lançado em 1993.Mesmo sendo lançado por uma grande gravadora, a banda não mudou muito o seu som, mantendo o tradicional peso e, segundo os críticos da CMJ "fizeram um álbum tão lento e pesadão que faz o Black Sabbath parecer pop".
Nessa época, descontente com o baixista Joe Preston, a banda chama de volta Lori Black para as gravações de Houdini, e em seguida Mark Deutrom torna-se o baixista do Melvins.

Houdini foi reconhecido com um dos melhores álbuns da carreira do Melvins e foi o disco de maior vendagem da banda até então, embora não tenha atingido um grande público. Depois de uma participação discreta no mega festival alternativo Lollapalooza, o Melvins retorna em 1994 com o álbum Prick, bastante experimental, mesmo para os padrões do Melvins. Segundo a crítica, o disco era difícil de ver ouvido mesmo pelos fãs mais radicais da banda, devido quase inexistência de estruturas melódicas. Esse disco foi lançado pela gravadora independente Amphetamine Reptile, mesmo com a banda permanecendo sob contrato com a Atlantic.

Seu segundo álbum pela Atlantic, Stoner Witch é lançado em 1996 e desta vez é muito bem recebido pela crítica e fãs, que consideram as composições deste disco as mais maduras da banda até então. Nesse ano, o Melvins ganha destaque ao ser a banda de abertura da turnê do KISS, que inicialmente seria aberta pelo Stone Temple Pilots.

Mas o volume de vendas de discos nunca foi o forte do Melvins e com o declínio de popularidade do rock alternativo, Stag, de 1996 foi o último disco deles por uma grande gravadora. Stag foi um dos mais variados trabalhos do Melvins, com uso de cítara, um trumpete ocasional e teclados e sintetizadores. Algumas experiências deram certo, outras deixaram a desejar (os sintetizadores), o que fez de Stag um álbum bastante irregular.

Retorno ao underground
De volta a cena independente, o Melvins lança Honky em 1997 pela Amphetamine Reptile, que foi o útlimo álbum da banda com o baixista Mark Deustrom que é substituído por Kevin Rutamanis. Honky passa despercebido por crítica e público. Depois de participar do influente festival heavy Ozzfest em 1998, a banda assina contrato com a Ipecac Records, gravadora pertencente a Mike Patton, ex-vocalista do Faith No More. O projeto com a Ipecac é bastante ambicioso, uma trilogia para o ano de 1999 com intervalos de apenas alguns meses entre os lançamentos. O primeiro dos discos pela Ipecac é The Maggot, que segue o som mais tradicional do Melvins enquanto que The Bootlicker segue uma trilha mais variada, lembrando o álbum Stag, de 1996. Os críticos reagiram com surpresa a idéia de lançar três discos em um ano e muitos escreviam com ironia sobre os lançamentos. Um crítico da MTV afirmava que The Bootlicker é "o primeiro álbum metal 'não-metal' da história", referindo-se ao ecletismo do disco. The Crybaby, o disco que encerra a trilogia, também é bem variado e imprevisível, contendo uma gama de convidados especiais como integrantes das bandas Tool, Jesus Lizard e o próprio Mike Patton. Um dos lances curiosos de The Crybaby é uma cover bastante fiel de Smells Like Teen Spirit do Nirvana.

Para o ano 2001 é esperado o lançamento de Electroretard, pela gravadora Man's Ruin, além de um relançamento de Gluey Porch Treatments, até hoje um dos álbuns mais importantes da carreira do Melvins, pela Ipecac.

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Discografia:

Gluey Porch Treatments -1987 (Boner) relançamento previsto para 2001
Ozma -1989 (Boner)
Bullhead -1991 (Boner)
Lysol - fora de catálogo -1992 (Boner)
Houdini -1993 (Atlantic)
Prick -1994 (Amphetamine Reptile)
Stoner Witch -1994 (Atlantic)
Stag -1996 (Atlantic)
Honky - fora de catálogo -1997 (Amphetamine Reptile)
The Maggot -1999 (Ipecac)
The Bootlicker -1999 (Ipecac)
The Crybaby -2000 (Ipecac)
Electroretard2001 (Man's Ruin)

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